quarta-feira, 30 de abril de 2014

A caixa de ferramentas para começar a escrever


A maioria das pessoas diz que não tem jeito para escrever. E, no entanto, a maioria das pessoas é capaz de escrever. Mais do que isso, é capaz de escrever bem e com muito jeito. Porque é que temos tendência a pensar que não somos capazes de escrever e não temos talento para a escrita? Porque o acto de escrever, que devia ser um acto normal e corrente, está rodeado de mitos e de uma solenidade que criam bloqueios. Pensamos que escrever não é para nós, dizemos que escrevermos mal e não sabemos alinhar duas frases, que o que escrevemos não presta e temos vergonha de escrever.

Pensamos ainda que a nossa vida e as nossas experiências não são suficientemente interessantes para escrevermos sobre eles. Por causa desses bloqueios, muita gente nem sequer chega a tentar escrever. Mas todos gostamos de ler sobre a vida das outras pessoas. Porque não acreditamos que a nossa vida pode ser igualmente interessante? Um exemplo: um dos posts mais lidos de sempre do meu blog Locais Habituais é o relato de como fui apanhar diospiros e caí. Todos os dias, há sempre alguém novo a ler esse post. No entanto, é um momento que eu podia ter resumido assim: ao entardecer, a minha filha foi brincar no jardim e eu decidi apanhar diospiros, pus-me em cima de uma cadeira e caí de costas. Mas preferi escrever isto. Só ao escrever é que dei conta como esse momento banal estava cheio de detalhes divertidos e sumarentos.

Escrever para partilhar, escrever para informar, escrever para trabalhar, escrever por prazer. É muito bom ter facilidade em escrever, seja no trabalho, no voluntariado, no grupo de música ou de teatro em que participa, nas festas e cerimónias da família ou da nossa  terra, na escola ou na faculdade. Queremos escrever os nossos emails e  documentos de trabalho de forma a comunicarem melhor e com mais clareza. Queremos ser mais organizados e mais rápidos. Queremos ser mais confiantes na nossa escrita e ter mais prazer em escrever. Queremos pegar em todas as ideias que dançam na nossa cabeça e escrever um blog, um diário, mensagens que outras pessoas gostem de ler.

Não é preciso sermos virtuosos da escrita para sermos bons escritores no quotidiano. O que é preciso é encarar a escrita como uma competência, da mesma forma que encaramos a culinária, a música, a dança e outras artes. Ninguém nasce ensinado a tocar guitarra ou piano, a cozinhar ou a dançar a valsa. Todos temos que aprender e quanto mais praticamos, melhores nos tornamos. Com a prática, é que encontramos a nossa expressividade. Com a escrita, é a mesma coisa e a oficina Escrita Habitual destina-se a ensinar a competência da escrita e estimular a sua prática quotidiana.

Destina-se a pessoas que querem ser melhores escritores no dia-a-dia e que se sentem inseguras, bloqueadas, de mãos atadas diante da folha branca. Vamos falar de como soltar e organizar ideias, de composição e edição, de formas de dar mais sabor aos nossos textos e vamos ainda fazer exercícios muito divertidos e estimulantes, que incluem um pequeno passeio pela cidade para nos inspirarmos,

A oficina Escrita Habitual é a caixa de ferramentas que vai permitir começar a escrever mais e melhor, para sempre. E todos os participantes levam um manual, criado de raíz para a oficina, onde poderão, em casa, rever a matéria dada e recordar as técnicas sempre que precisarem.


3 comentários:

  1. Quando fizer um workshop em Lisboa ou um on-line vou-me certamente inscrever :)

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  2. Sim, quando volta a haver um em Lisboa? Obrigada!

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    1. A qualquer momento, basta haver pelo menos 10 pessoas com vontade de fazer o workshop. Podes fazer uma pré-inscrição para o mail locaishabituais@gmail.com. Obrigada!

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